A história de um gato – por Marlene A. Catanzaro

25/02/15 | postado por: Virginia Pinheiro

 

Querida Marlene,

“A história de um gato” é bem mais que uma simples história, para mim ela é a manifestação concreta do amor generoso, da capacidade real que algumas pessoas têm de amar verdadeiramente todos os seres vivos. Ser capaz de sentir na própria alma a dor e o sofrimento alheio faz com que descubramos em nós mesmos a necessidade de agir, e as ações que daí derivam são as boas ações, o fazer o bem. Esse é o verdadeiro amor que transforma não só o outro, mas, principalmente, quem o pratica sem esperar nada em troca, que recebe com alegria a dádiva da gratidão.

Virginia Pinheiro

 

Amiga leitora do Viva50, leia abaixo o belo relato de Marlene Catanzaro, tenho certeza de que você vai se encantar!

 


 

Os 50 anos estavam se aproximando e, não que isso causasse qualquer receio, não, de forma alguma. Sempre lidei super bem com a questão da idade, que revelo sem o menor constrangimento. Rugas, cabelos brancos e uns quilinhos a mais fazem parte desse movimento incrível que é o envelhecimento. Isso mesmo: envelhecer; alguns preferem amadurecer, o que pode ser somente para nos poupar da ideia de verdadeiramente envelhecer!

Bem, eu havia me aposentado e, segundo algumas opiniões, precocemente, aos 48 anos. Na minha autocrítica, isso ficou perfeitamente resolvido, sem crises, pois, justifico, trabalhei 32 anos, sendo que destes, 16 anos trabalhando o dia todo e estudando à noite. Portanto, fiquei completamente tranquila com a minha consciência no momento de dar um “Hasta la vista” aos colegas do colégio onde trabalhava.

Paralelamente, ocorreu a nossa mudança de residência para Campinas, num bairro distante do trânsito, dos agitos, próximo da natureza, um convite permanente à reflexão e à admiração de pássaros, flores, vegetação. Enfim, um quase paraíso.

Neste novo lugar, novos desafios surgiram ao ter que me adaptar à cidade, à vizinhança e com a inédita condição de ter o dia inteiro para fazer o que quiser na hora em que bem desejar; voltar a ter cachorros e desfrutar dia após dia da companhia maravilhosa do meu marido.

Até que um dia…

Um dia eu caminhava na esteira, sim, sobra tempo para caminhada. Alguém poderá perguntar por que, vivendo neste lugar bonito, optei por caminhar numa esteira? Explico: foi uma opção à caminhada no clube por duas grandes razões. Primeira, eu me proibi terminantemente de colocar despertador que me arrancasse do sono, uma vez que caminhava com outra amiga e, portanto, havia o compromisso do horário. Não! Acordei com hora marcada por 32 anos.  Chega. Quero acordar a hora em que o sono acabar e levantar a hora que sentir vontade. Segunda razão: o clube acaba sendo o local onde as pessoas abandonam gatos e cachorros. E na última ninhada que encontrei resgatei quatro cachorrinhos, um entre a vida e a morte. Após muitos cuidados, ele foi curado, restabelecido e doado. Não me nego a socorrer, porém, a situação de abandono e maus-tratos a animais mexem demais comigo e nós já temos em casa seis cachorros recolhidos por estarem abandonados.

Voltando para o dia em que meditava enquanto caminhava na esteira. Apesar de não ir mais ao clube, sempre me incomodou saber que cães e gatos continuavam a ser abandonados, necessitando de amparo, alimento, remédios…

O desejo de ajudar os animais sempre foi muito presente na minha vida, algo como um projeto de vida mesmo. Mas de que modo poderia fazer mais? São tantos animais, tantas protetoras postando diariamente os resgates, rifas sendo feitas para angariar fundos. Enfim, uma necessidade que não se esgota.

E foi aí que surgiu, timidamente, a ideia de escrever um livro. Claro! Por que não? Uma história com personagem e tudo eu já tinha, ali, dentro da minha casa, e se chamava Senninha.

Por que não escrever a sua história? Colocar num livro a saga desse gatinho de olhos cor de mel?

 

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Dias se passaram e a ideia continuava lá, como a me chamar a atenção para um projeto que poderia dar certo. Quando falei para o meu marido ele achou a ideia ótima e foi o maior incentivador. Também sei que se não fosse um bom projeto, ele me falaria.

Vou lhes apresentar brevemente o Senninha: um gato lindo, amarelo e branco e que foi atropelado nas dependências do Parque da Água Branca, em São Paulo; foi “depositado” na calçada e ficou, sabe-se lá quanto tempo, sob os olhares curiosos das pessoas que chegavam para o lazer do domingo.

A experiência de cuidar dele foi uma das grandes alegrias da minha vida. Acredito que a maioria das pessoas se nega a ajudar um animal nestas condições por acreditar que dará muito trabalho. No princípio, sim, obviamente, porque requer adaptar-se a uma nova situação, mas não há nada que recompense mais do que a convivência com eles, posteriormente.

 

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“A história de um gato” virou realidade em forma de livro, com uma noite de lançamento inesquecível, alegre, vibrante, sendo um dos dias mais felizes da minha vida.

 

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“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, nos diria Fernando Pessoa, e é isso mesmo. Acreditar num projeto e colocar nele coração e mente pode nos trazer muitas alegrias e frutos.

E foi exatamente isto que aconteceu com este livro. As vendas vêm colaborando ainda mais com aqueles animais que precisam. Já foram muitos ajudados: Fofuxo, Nick, Loira, Júlia, Branquinha e outros.

Mas temos muitos Fofuxos, Nicks, Loiras e Júlias que ainda não receberam ajuda e é por eles que a luta não tem fim. Infelizmente, temos muito abandono, em todas as cidades. Mas, felizmente, temos também muita gente resgatando, dando lar temporário, cuidado, amor e carinho.

Além do retorno financeiro que propicia a ajuda aos bichinhos, tenho tido um retorno muito positivo e de incentivo das pessoas que leram a história. Para não me alongar, cito apenas estes:

“Acabei de ler o livro. Estou em lágrimas! Que linda história. Que lição! Parabéns, você é iluminada e por isso atraiu o iluminado Gato Amarelo e Branco!” (Milena Lance)

“Linda história! Fiquei emocionada do começo ao fim”. (Rosinéia Fonseca)

“Querida Marlene Catanzaro, parabéns pelo livro “A história de um gato”. Li inteiro hoje pela manhã uma história de amor e caridade, um exemplo de que os efeitos da lei do amor são o aperfeiçoamento da raça humana e a felicidade nesta vida terrena”. (Sandra Bertholino)

“Prezada Marlene, termino de ler seu comovente livro. Lindo!!! Expressa toda a sensibilidade e carinho próprios de sua personalidade. Uma leitura que envolve e emociona. Parabéns!!! Vou recomendá-lo”. (Prof. Dr. Moacyr da Silva)

Assim é a vida, o ímpeto de socorrer um animal acabou sendo o caminho para este projeto e, ao conhecer sua história em detalhes no livro “A história de um gato”, além de se comover, vocês entenderão porque ela poderia muito bem ser mais uma história do “Gato de Botas”.

 

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Se você se interessou pela história de “um gato” e quiser ler o livro, entre em contato direto com a Marlene através do e-mail:

[email protected]

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4 Comentários:A história de um gato – por Marlene A. Catanzaro
  1. Sonia Ciuffo

    Olá desejo adquirir o seu livro. Como faço?

  2. Maria da Gloria Saldiva Ciasca

    Sou colaboradora da causa animal. Digo colaboradora, porque, fora os meus 4 cães resgatados e no momento, meu único gato Nicolau, minha paixão (detalhe: já tive 10 gatos resgatados que morreram de velhice), ainda trabalho fora o dia todo e, infelizmente, a única forma que encontro de ajudar esses seres tão sofridos, é divulgando, pedindo ajuda e contribuindo um pouco financeiramente para ajudar as várias protetoras que conheço.
    Sou de São Paulo – SP e gostaria de saber como faço para adquirir seu livro.
    Desejo que esse livro seja um sucesso e que outros possam vir para ajudar a causa animal.
    Aguardo retorno.
    Abraços
    Gloria Ciasca