Sexo após os 60 anos

09/07/14 | postado por: Virginia Pinheiro

 

Sexo após os 60 anos

 

Os especialistas garantem que as mudanças ocorridas no corpo com o passar dos anos, dificultam a atividade sexual, mas não decretam o fim da sexualidade. “Os órgãos sexuais envelhecem, mas não param de funcionar”, lembra a psicanalista Marisa Feriancic.

Entre as mulheres, a redução da lubrificação vaginal é a alteração mais sentida, mas pode ser minimizada com o uso de géis. Nos homens, a diminuição da testosterona começa aos 30 anos e ocorre de forma lenta e gradual. Mas a excitação pode ocorrer mesmo com nível baixo do hormônio. “A testosterona não é a grande vilã”, diz Marisa. A libido pode ser influenciada por fatores como ansiedade, insegurança e preocupação com o desempenho sexual.

 

As dificuldades com a ereção foram um tema marcante entre os homens com quem Marisa conversou. “A disfunção erétil era o grande fantasma. Para eles, a penetração ainda era muito importante, mas a ereção já é mais lenta e o tempo entre uma e outra aumenta.” O uso de medicamentos pode representar uma nova esperança nesses casos, mas se torna um risco sem acompanhamento médico.

Após os 60

Se o corpo envelhece, a sexualidade, por outro lado se mostra mais amadurecida.  “A sexualidade é mais do que as características biológicas. Se a reduzirmos somente a isso, ficamos com muito pouca coisa”, diz Delia Goldfarb. Já a possibilidade de dar e receber prazer existe em toda a vida. “São olhares, desejos, fantasias”. Em cada fase, são diferentes manifestações e intensidades, que se apresentam de formas particulares. “Ele podem não ter, aos 80, o mesmo nível de urgência que tinha aos 18. Mas quem foi um bom amante aos 30 provavelmente será um amante requintadíssimo aos 80”, avalia Delia.

Essa realidade ainda é  praticamente invisível para o restante da sociedade, até mesmo para os profissionais da saúde, que nem sempre incluem as questões sexuais nas consultas com os pacientes nessa faixa etária. Em família, essa faixa etária é vigiada pelos filhos, que frequentemente reprovam seus namoros. Na televisão, as pessoas maduras são estereotipadas como “velho garanhão” ou a “vovozinha”. “A imagem da velhice ainda é ligada à morte e à finitude. E sexo é vida, é prazer”, lembra Marisa.

 

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Revista Fleury – Saúde em dia

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